Após o jogo, Tifanny agradeceu a decisão judicial, falou sobre sua fé e reforçou o desejo de continuar defendendo o Osasco durante a Superliga 2026/27.
“Eu quero fazer uma liga maravilhosa. Eu mereço terminar o meu contrato jogando a liga. Vou fazer o meu melhor dentro de quadra para que a gente possa continuar tendo sucesso”, declarou a jogadora.
Ela também falou sobre a emoção de conseguir entrar em quadra depois de recorrer à Justiça.
“Tenho que agradecer a Deus, porque as pessoas muitas vezes não acreditam na minha fé. Mas a minha fé era tão grande que eu sabia que ia dar certo, que na hora certa Ele ia me honrar novamente. Me honrou jogando e fez novamente esse milagre. A Tifanny Abreu está sempre lutando.”
Tifanny destaca sequência de jogos do Osasco
A jogadora comentou a sequência de compromissos do Osasco, que conquistou o Campeonato Paulista na terça-feira (13) e precisou viajar novamente para disputar a Supercopa.
“Não tivemos nem tempo de comemorar, na verdade. A gente jogou na terça-feira, voltou na quarta, viajou na quinta de manhã.”
Com a vitória sobre o Praia Clube, o Osasco conquistou o segundo título em quatro dias e chegou ao bicampeonato consecutivo da Supercopa Feminina.
Tifanny declara seu voto: “No dia 25 é 13, viu, gente?”
Ao encerrar uma das entrevistas depois da conquista da Supercopa, Tifanny também fez uma manifestação política.
“No dia 25 é 13, viu, gente?”, declarou.
A jogadora fez referência ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL). O número 13 identifica a candidatura de Lula nas urnas.
Entenda a disputa judicial envolvendo Tifanny
A participação de Tifanny na Supercopa ficou ameaçada depois que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) não liberou sua inscrição para as competições nacionais.
A entidade adotou uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina, que impede a participação de atletas trans como Tifanny. Diante da decisão, a jogadora e o Osasco recorreram inicialmente à Justiça Desportiva, mas não conseguiram a liberação.
Na noite desta sexta-feira, a Justiça comum do Rio de Janeiro concedeu uma liminar determinando que a CBV autorizasse a participação da atleta na Supercopa e na Superliga Feminina 2026/27. A CBV informou que pretende recorrer.
Quando o Osasco estreia na Superliga Feminina?
Depois dos títulos do Campeonato Paulista e da Supercopa, o Osasco volta as atenções para a Superliga 2026/27. A equipe paulista estreia na próxima segunda-feira (19), às 18h30, contra o Brasília BRB, fora de casa, com transmissão da GE TV.