A Seleção Brasileira feminina de vôlei chega em 2026 como a segunda força do planeta e com a missão de converter esse status em resultados concretos na Liga das Nações (VNL). A posição no ranking mundial da FIVB não é apenas um número de vitrine: ela define cabeças de chave, sorteios de grupos e rotas em torneios de grande porte ao longo de todo o ciclo olímpico rumo a Los Angeles-2028.
O cenário atual coloca a Itália na liderança isolada, impulsionada pelo ouro olímpico em Paris-2024 e pelo título do Mundial de 2025 na Tailândia. O Brasil, vice-líder, carrega a consistência de décadas no topo e uma distância confortável para a terceira colocada, a Turquia, que subiu posições após a campanha de vice-campeã mundial.
Grandes competições em solo brasileiro sempre amplificam a relação do país com o vôlei. A etapa de Brasília da VNL 2026, com jogos contra a Itália e a Holanda no Ginásio Nilson Nelson, tende a concentrar atenção da mídia, lotação nas arenas e engajamento digital em níveis que poucos esportes alcançam por aqui.
Nesse contexto, o vôlei movimenta os mercados nas apostas esportivas, refletindo o alcance da modalidade para além das quadras durante temporadas de seleções. Jogue com responsabilidade.
Quando o Brasil joga diante de sua torcida, variáveis como venda de ingressos, audiência televisiva e movimentação econômica nas cidades-sede ganham outra escala. Brasília retorna ao circuito após três anos fora, o que eleva a expectativa logística e emocional dos fãs que planejam acompanhar a semana inaugural da competição. O fenômeno vai além do esporte: mobiliza hotéis, restaurantes e toda a cadeia de serviços ao redor dos eventos.
Como funciona o ranking mundial da FIVB?
O sistema de pontos opera de forma dinâmica. Antes de cada partida, o algoritmo compara a pontuação das duas equipes e calcula probabilidades para os seis resultados possíveis. Se a seleção supera as expectativas, ganha pontos; se fica abaixo, perde. O volume de pontos trocados depende da distância entre o resultado real e o esperado.
O peso das competições
Segundo o ranking oficial da FIVB, cada competição possui um peso diferente no cálculo. Jogos Olímpicos têm fator 50, enquanto a Liga das Nações recebe fator 40. Isso significa que a VNL 2026 será o primeiro grande teste de pontuação do ano para o Brasil, já que as próximas partidas oficiais só acontecem a partir de junho.
Panorama de forma: o que os resultados recentes indicam?
Para acompanhar os resultados recentes da Seleção Brasileira na Liga das Nações e entender como cada partida impacta a pontuação, é fundamental observar atentamente as janelas de competição que se abrem em junho.
Mais do que olhar apenas para vitórias e derrotas, a análise de indicadores como pressão no saque, eficiência no sideout e consistência na recepção oferece um retrato mais fiel do desempenho da equipe.
Nos últimos jogos, os caminhos das seleções feminina e masculina têm sido distintos: enquanto a equipe masculina trabalha em um processo de reconstrução após uma temporada desafiadora, a equipe feminina tenta manter o alto nível depois de um ano vitorioso, com a meta de evoluir ainda mais.
A Seleção feminina
O bronze no Mundial Feminino 2025, conquistado em setembro com vitória sobre o Japão por 3 sets a 2, mostrou resiliência. A equipe de Zé Roberto perdeu a semifinal para a Itália no tie-break e precisou reagir em menos de 24 horas para subir ao pódio. Gabi, com 35 pontos na decisão pelo terceiro lugar, foi eleita a melhor ponteira do torneio.
A Seleção masculina
No masculino, o cenário é diferente. A eliminação na primeira fase do Mundial 2025, com derrota para a Sérvia por 3 a 0, representou a pior campanha histórica da seleção. E acendeu um sinal de alerta para a comissão técnica de Bernardinho.
Calendário da VNL 2026: datas e logística para o torcedor
A fase classificatória feminina começa em 3 de junho, com o Brasil enfrentando a Holanda às 20h no Ginásio Nilson Nelson (Arena BRB), em Brasília. Na primeira semana, até 7 de junho, as brasileiras também encaram República Dominicana, Bulgária e a líder do ranking, Itália.
Após Brasília, a seleção segue para Ankara, na Turquia (17 a 21 de junho), onde enfrenta Alemanha, Bélgica, China e França. A terceira e última semana será em Kansai, no Japão (8 a 12 de julho), com duelos contra Polônia, Estados Unidos e Tailândia e com as donas da casa. As finais femininas estão marcadas para Macau, na China, entre 22 e 26 de julho.
As partidas terão transmissão no Sportv (TV fechada), com jogos selecionados na Rede Globo (TV aberta), além de streaming via Globoplay, e pela VBTV, a plataforma oficial da FIVB.