Brasil teve boa atuação contra a Rússia (Ricardo Botelho/Inovafoto)
Zé Roberto elogia postura contra a Rússia e faz mea culpa sobre Julia Bergmann
Técnico Zé Roberto faz análise sobre vitória da Seleção sobre as russas e embarca nesta sexta para a Holanda, sede da segunda semana da Liga das Nações
“Acho que, contra a Rússia, a atitude, a postura, a conduta do nosso time foi diferente de ontem. A República Dominicana entrou para o tudo ou nada, é uma rivalidade grande, antiga. Esse time delas evoluiu demais. Esse volume que elas estão jogando, a força que elas estão atacante, a qualidade técnica melhorou. Hoje foi diferente. Nosso saque foi melhor, bloqueio, defesa”, disse o treinador em entrevista ao SporTV depois do jogo.
Zé Roberto aprovou a melhor distribuição do ataque. Contra as dominicanas, Gabi foi a maior pontuadora, com 29 pontos e ficou muito sobrecarregada na função de definir os pontos, pois Paula Borgo e Amanda não estavam bem.
Brasil teve boa atuação no bloqueio (FIVB)
“Hoje a gente não sobrecarregou a Gabi e ela pôde ficar mais tranquila cuidando da defesa e do passe. A Gabi recebeu 58 bolas, isso é muito. O jogo tem de ser assim, distribuído. Mas a gente ainda tem de evoluir. A gente ainda está atrás”, disse o treinador.
Júlia Bermann
Zé Roberto falou também da atuação da ponteira Julia Bergmann, que entrou contra a República Dominicana, errou dois passes e não conseguiu fazer uma boa partida.
A jovem ponteira Júlia Bergmann, de 18 anos (Wander Roberto/Inovafoto)
“Fiquei triste, porque o que ela vem treinando… Não era para ter acontecido isso. A culpa foi minha. Poderia ter poupado. O que tecnicamente essa menina é boa, a dedicação dela, enfim, a culpa foi minha, ela cometeu alguns erros por ansiedade, ela não jogou esse ano em clubes, ela é uma jogadora alta e tecnicamente muito boa, que veio para acrescentar no voleibol brasileiro”, disse Zé Roberto.
“Eu não pus ela hoje, ela quase entrou, mas acabou não dando. É uma jogadora que não tem a experiência de uma Superliga, como Tainara, por exemplo. Mas ainda vai crescer muito. A Lorenne também entrou bem, a Mayany atacou uma bola de 25 a 24 no outro jogo, mostrando personalidade”, completou o treinador.
O treinador ponderou que o time ainda tem muito o que crescer. A nova formação, com Macris como levantadora e sem jogadoras importantes como Natália e Tandara – que se recuperam de lesão – está sendo testada pela primeira vez nesta Liga das Nações.
“Esse time tem muito a percorrer. Estamos com falha no bloqueio, na defesa, nosso saque tem de se mais potente. Os saques foram uma média de 66 km/hora, tem de ser pelo menos 70 km/hora”, continuou o treinador.
Paulo Borgo marcou 17 pontos contra as russas (Ricardo Botelho/Inovafoto)
Viagem
A Seleção embarca nesta sexta-feira, às 17h, para a Holanda, sede da segunda semana da Liga das Nações. A Seleção estreia contra as donas da casa, na próxima terça-feira, às 14h30 (horário de Brasília), depois pega a Polônia, na quarta, às 11h30 e a Bulgária, quinta, às 14h30, na cidade de Apeldoorn.
Depois dos jogos na Holanda, na sequência, pela terceira semana da Liga das Nações, as brasileiras terão como sede a cidade de Lincoln, nos Estados Unidos. Entre os dias 4 e 6 de junho, o Brasil duelará contra Alemanha, Coréia do Sul e Estados Unidos.
Na quarta semana entre os dias 11 e 13 de junho, o time brasileiro estará em Tóquio, no Japão, e terá pela frente as donas da casa, a Tailândia e a Sérvia. A quinta e última semana da fase classificatória acontecerá entre os dias 18 e 20 de junho em Ancara, na Turquia, e o Brasil mediará forças com a Turquia, a Itália e a Bélgica.
Gabi foi menos pressionada contra as russas do que contra as dominicanas (Wander Roberto/Inovafoto)